Análise ao impacto do novo algoritmo da feed de notícias do Facebook

Análise ao impacto do novo algoritmo da feed de notícias do Facebook
16 . Janeiro . 2014
  • facebook
  • social media marketing

O Facebook alterou o seu algoritmo no final do mês de Novembro de 2013. Desde logo, foram muitas as manifestações de que o alcance das páginas diminuiu significativamente e, consequentemente, a rentabilidade destas. Segundo a empresa de Mark Zuckerberg, a alteração foi feita “para mostrar aos utilizadores do Facebook, o que eles realmente gostam de ver na sua feed”. Para as empresas que investem nesta rede social, não passa tudo de uma forma do Facebook as obrigar a investirem ainda mais dinheiro na rede social.

As previsões apontam para que a queda ainda venha a ser mais acentuada, tudo porque a concorrência aumenta cada vez mais: há cada vez mais empresas a investirem no Facebook.

Sabendo que nunca poderemos chegar a uma conclusão exata do que se está a passar, o máximo que podemos fazer é analisar os dados que possuímos das nossas páginas.

Questão-problema: Estará o Facebook a selecionar os posts de maneira a mostrar às pessoas o que elas realmente querem ver?

Na busca por uma resposta a esta questão, analisamos uma página do Facebook em dois períodos de tempo diferentes: antes e depois da mudança do algoritmo (nesta página, a mudança foi sentida no dia 25 de Novembro de 2013).

Períodos em análise:

  • 1º Período – 25/10/2013 a 24/11/2013
  • 2º Período – 25/11/2013 a 24/12/2013

Apresentação dos resultados da página:

 

 

1º Período

2º Período

Variação

Número de fãs

97 000

100 000

+ 3%

Média de alcance orgânico

24 025

14 717

-38.74 %

Média de impressões diárias

296 206

122 613

- 58.60 %

Tráfego diário do site que tinha como fonte o Facebook

360 589 visitas

105 703 visitas

-70.69 %

 

Evolução diária do número de impressõesEvolução diária do número de impressões

Observando a tabela e o gráfico, podemos constatar que o Facebook mostra cada vez menos as publicações desta página. Essa tendência tem vindo a notar-se cada vez mais.

Existem quatro tipos de posts que podemos fazer no Facebook: Link, Foto, Vídeo ou Comentários. Será que o Facebook está a reduzir as impressões de Link/Foto/Vídeo/Comentários de forma equitativa?

Apresentação do número médio de impressões por tipo de post

Nota: os comentários de estado não foram analisados.

 

 

1º Período

2º Período

Variação

Número médio de impressões por post

Número médio de impressões por post

Links

8781

3895

- 55,64 %

Fotos

7285

2546

- 65,05%

Vídeos

13 691

15 042

+ 8,99 %

Como podemos observar na tabela acima, o número de impressões não baixou de forma equitativa nos diferentes tipos de posts, pelo contrário: enquanto as impressões dos Links e Fotos foram reduzidas, as impressões dos posts tipo vídeo aumentaram cerca de 9%.

Se bem se lembram, no início desta análise fez-se referência ao facto do Facebook ter como objetivo, “mostrar aos utilizadores do Facebook, o que eles realmente gostam de ver na sua feed.” Será que os vídeos são o tipo de post que os users mais gostam/interagem e é esse o tipo de posts que o Facebook está a mostrar aos fãs?

Engagement de cada tipo de postEngagement de cada tipo de post

Como podemos ver na imagem acima, o Facebook está a mostrar o que os fãs realmente querem ver. A diminuição de impressões aconteceu principalmente nos links e nas fotos que, de acordo com os dados fornecidos pelo Facebook, são o tipo de posts com os quais os fãs menos interagem. Por outro lado, as impressões de posts tipo vídeo aumentaram, sendo este tipo de post que mais interessa aos fãs.

Se é verdade que o Facebook diminuiu o número de impressões dos posts (cerca de 60%), também é verdade que aumentou o número de impressões de posts de vídeos (cerca de 9%).

Neste momento, existe uma solução: o engagement dos posts do tipo link tem que melhorar para aumentar o número de impressões dos mesmos. De salientar que a maioria dos posts desta página são colocados em forma de link. Talvez a solução passe por colocar menos Links, com maior qualidade e maior probabilidade de terem um bom engagement. “Poucos, mas bons”.

Por Daniel Silva

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