Copywriting para a web

Copywriting para a web
21 . Setembro . 2013
  • copywriting

Escrever nunca foi tão cool. E de quem é a culpa? Da web. Com imensas plataformas gratuitas ao nosso dispor – blogues, redes sociais, fóruns, sites – só não deixa as suas palavras impressas na Internet para todo o sempre quem não quiser. Pronto para entrar no mundo do copywriting online?

O que é o copywriting?

Intimamente ligado à publicidade – primeiro offline, agora abrangendo também o online – copywriting é o ato de escrever o texto publicitário que acompanha uma imagem num anúncio publicitário ou que compõe um spot publicitário que passa na rádio ou na televisão. Hoje, o copywriting serve para muito mais do que simplesmente vender um produto ou serviço. Serve para vender uma ideia, uma emoção, uma história… as palavras certas podem ter as consequências que nós quisermos.

O que é o copywriting para a web?

Escrever para a web é algo que todos fazemos diariamente e quer seja de forma consciente ou inconsciente, praticamos copywriting sempre que pensamos num título cool para o post que acabamos de escrever para o nosso blog, para a nossa publicação de bom dia no Facebook, para a legenda de mais um pin trendy que adicionamos à nossa conta no Pinterest, para o comentário que vai acompanhar o retweet de algo que nos inspirou ou da fotografia que acabamos de colocar no Instagram… Copywriting para a web pode ser descrito como a arte de usar palavras para influenciar e persuadir, desencadeando uma ação (vender, registar, telefonar, clicar, agendar, reservar, gostar, partilhar…). Acima de tudo, é a capacidade de encontrar as palavras certas, para contar a história certa, às pessoas certas.

8 regras de ouro do copywriting para a web

Citando Kelton Reid: “Qualquer escritor pode memorizar um conjunto de regras, mas a maneira como consegue captar a atenção das pessoas requer alguma criatividade”, podemos afirmar que não existem regras rígidas no que toca ao copywriting, no entanto, existem algumas linhas orientadoras que são sempre importantes ter em conta se o objetivo é ser bem-sucedido com as palavras que acaba por escolher escrever.

  1. Conhecer o público-alvo: saber para quem se está a escrever e o que é necessário dizer a essas pessoas, ajuda a definir a melhor abordagem e tom para o copy.
  2. Definir o objetivo, ou seja, ir direto ao assunto, de forma natural e simpática. Tem algo para dizer? Diga-o!
  3. Não se esqueça de contextualizar, de ser relevante e de relacionar informações. No final, deixe bem claro o que espera de quem o está a ler: call-to-action ou indicações sobre o que deve fazer a seguir.
  4. Vender o que tem para vender, mas com um spin: que história tem para contar? 
  5. Conte essa história usando palavras claras e concisas, ou seja, menos é definitivamente mais!
  6. Para copywriting que fique na mente e no coração, escreva com paixão, com emoção e com inteligência. 
  7. Acreditar nas palavras que escreve: quando um copy tem uma voz própria, uma voz que acredita naquilo que foi escrito, quem lê também vai acreditar.
  8. Algumas técnicas importantes a ter em conta para garantir o sucesso do seu copywriting: AIDA (Atenção | Interesse | Desejo | Acão); SWOT (Potencialidades | Fraquezas | Oportunidades | Ameaças); os 4 “Us” (Útil | Urgente | Único | Ultra-específico).

10 pecados do copywriting para a web

Falar em pecados do copywriting pode parecer um pouco exagerado, mas na verdade não é, principalmente se quer que as palavras que escreve tenham impacto e sucesso. Na realidade, há uma linha que separa o bom copywriting do mau copywriting.

  1. Usar palavras caras, difíceis de ler, difíceis de pronunciar, pouco comuns: aqui entra sempre o KISS – keep it short and simple!
  2. Clichés, lamechiches ou outro bla, bla, bla que não acrescenta nada de novo, que faz quem está a ler desviar os olhos e pensar “é mais do mesmo”.
  3. Copy absurdo, surreal, impossível: aquilo que escreve pode fazer sonhar, mas não pode tornar esse sonho inatingível!
  4. Cuidado com o humor: não é fácil escrever para fazer rir. Pode parecer demasiado forçado ou simplesmente não arrancar gargalhadas de quem lê como se esperava, por isso, cuidado com este estilo de copywriting. 
  5. Demasiado técnico: a parte técnica de um produto/serviço é sempre fundamental para quem estiver realmente interessado nele e demonstra profissionalismo e conhecimento, no entanto, tem, acima de tudo, de ser facilmente percetível.
  6. Demasiado abstrato: aqui entra a técnica AIDA para ajudar quem não está a conseguir escrever um copy suficientemente objetivo e claro.
  7. Texto tão extenso que se perde o interesse, texto tão curto que não se chega a despertar o interesse.
  8. Um conjunto de palavras que não dizem nada, não acrescentam valor e/ou novidade, no fundo, serão esquecidas no momento seguinte – a tal criatividade que terá necessariamente de estar anexada a qualquer bom copy entra aqui. Esse é o verdadeiro desafio e vale a pena investir nele!
  9. Formatação desleixada: os olhos leem, mas também comem. Não há nada como um copy bem escrito e bem apresentado.
  10. Erros – de qualquer tipo!

No fundo, e como escreveu Amrit Hallan: “Tudo depende das palavras que usa, da forma como as usa, a maneira como as combina entre si e como decide não usá-las: tem tudo a ver com as palavras.” Utilize-as da forma mais criativa e inesperada possível: conte a sua história… a web quer ouvi-la!

Por Monica Aragão

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