Do DAM ao feed do Instagram sem uma segunda ferramenta: um plugin de ResourceSpace para posts e stories fiéis à marca

O editor Export for social media no ResourceSpace: uma Mary Jane roxa numa moldura quadrada bege com um pequeno laço preto por cima, e ao lado os controlos de formato, zoom, laço e download.

A maioria das marcas com uma fototeca conhece esta rotina. Alguém da equipa de marketing precisa de uma story para amanhã, encontra a foto no DAM, descarrega-a, abre uma ferramenta de design, recorta-a para 1080 por 1920 e coloca o logótipo a olho. A pessoa seguinte faz o mesmo, de forma ligeiramente diferente. Poucas semanas depois, o feed já não parece de uma só marca.

Num dos nossos clientes, uma marca de calçado cujo símbolo é um pequeno laço, a ferramenta de design era o Photoshop e a rotina era exatamente esta. As fotos já viviam no ResourceSpace, o sistema open source de gestão de ativos digitais, mais de 17 000 ficheiros. Faltava o último passo: tirar uma foto do DAM no formato certo, com o laço onde deve estar. Por isso acrescentámos esse passo ao próprio DAM.

O que a parte open source já fazia

O ResourceSpace, distribuído com uma licença de estilo BSD, guarda os originais, os metadados, quem pode ver cada um e quem descarregou o quê. O plugin Image tools recorta e redimensiona, mas não põe nada por cima da imagem, por isso um recorte feito ali continuava a sair sem o laço e continuava a passar pelo Photoshop.

A lacuna era estreita. A equipa não precisava de uma plataforma nova nem de uma ferramenta de design nova, só de mais um ecrã no sistema onde as fotos já estavam.

Da foto ao post num só ecrã

Em qualquer imagem, ao lado de Image tools, há agora um link Export for social media. Abre um editor onde a pessoa:

  • escolhe o formato: Post 4:5 (1080 × 1350), Post 1:1 (1080 × 1080) ou Story 9:16 (1080 × 1920);
  • arrasta a foto e faz zoom dentro de uma moldura fixa até o sapato ficar onde deve;
  • escolhe uma de seis posições para o laço, três junto ao topo e três junto ao fundo;
  • deixa a cor do laço em Automatic, ou escolhe preto, branco ou sem laço;
  • descarrega um JPG exatamente com esse tamanho.

As fotos de produto com fundo transparente ficam sobre o bege da marca, e dá para afastar o zoom para o sapato ficar mais pequeno na moldura, como nas stories da própria marca. Quando o original é pequeno demais para o formato, um aviso amarelo diz que o ficheiro vai sair menos nítido.

O que ele se recusa a fazer

O laço não pode ser redimensionado nem arrastado. Fica sempre centrado, sempre com 5,2% da largura da imagem, que é o tamanho medido na story de referência da própria marca, e cada uma das seis posições é medida a partir da margem mais próxima, como fração da largura, por isso um laço junto ao fundo fica à mesma distância num post e numa story. Seis lugares fixos é uma restrição de propósito: a colocação livre foi o que produziu um feed com o laço num sítio diferente em cada post.

A cor automática segue a mesma ideia. Lê os píxeis por baixo do laço e escolhe preto ou branco pela mediana do brilho e não pela média, porque uma zona metade sapato preto e metade chão claro dá, em média, um cinzento que nenhum dos seus píxeis tem. O ponto de viragem é onde o preto e o branco dão o mesmo contraste. E nada toca na foto do DAM: exportar só cria o ficheiro que descarregas.

O que ganha quem gere o DAM

Um pedido do marketing que cai num sistema mantido por outra pessoa é, normalmente, onde as coisas encalham. Este foi construído para que quem responde pelo DAM não tenha nada para desfazer mais tarde.

É um plugin, não um patch. O core do ResourceSpace fica intacto, por isso o próximo upgrade não o apaga. O link só aparece a quem tem acesso total à imagem e pode descarregar o original, as mesmas pessoas que podem usar o Image tools nela, e o DAM já está por trás do single sign-on da marca. O ficheiro sai pelo caminho de download do próprio ResourceSpace, com a página de termos incluída, por isso fica registado na imagem como qualquer outro download.

O enquadramento é calculado duas vezes, no browser para a pré-visualização e no servidor para o ficheiro, e os dois estão presos aos mesmos números por um único ficheiro de casos de teste. O browser decide a cor do laço e envia essa decisão com o pedido, por isso o servidor nunca a volta a pôr em causa: o ficheiro é a imagem que foi aprovada no ecrã. Nos três casos que comparámos lado a lado, ecrã e ficheiro coincidiram.

Há um limite conhecido e escrito: uma imagem com um perfil de cor que não seja sRGB perde o perfil em vez de o ver convertido. Numa amostra aleatória de 20 originais deste DAM, nenhum o tinha.

Quando uma ferramenta de design é a melhor resposta

As ferramentas de design têm a sua própria resposta. Os Brand Templates do Canva e os templates bloqueados do Adobe Express deixam um designer fixar a posição e o estilo do logótipo e deixar o resto editável. Para uma equipa que já compõe os posts numa delas, um template bloqueado resolve o problema da consistência sem uma linha de código, e não construiríamos isto para essa equipa. Uma equipa que trabalha em Photoshop consegue chegar perto com um ficheiro modelo que mantém o laço numa camada bloqueada, mas a foto continua a sair do DAM, e o recorte e a cor do laço continuam a ser escolhidos a olho. Tudo o que é composto, vários produtos numa imagem, texto sobre a foto, uma paginação, é trabalho de design e pertence à ferramenta de design de qualquer forma: o plugin exporta uma foto de cada vez.

Construí-lo no DAM justifica-se quando se verificam três condições:

  • as fotos já vivem num DAM, e sair dele é o passo que cada pessoa faz de maneira diferente;
  • a regra da marca pode ser escrita em números: estes tamanhos, estes seis lugares, preto ou branco;
  • a regra deve valer para toda a gente com acesso, não só para quem se lembra do template.

Se a regra precisa do critério de um designer de cada vez, mantém o designer e a ferramenta de design. Se pode ser medida, o sistema que guarda as fotos pode impô-la.

A mesma forma, outra vez

Já encontrámos esta forma antes, no Mautic: o nosso plugin AI Email Sections põe um assistente dentro do editor de emails e não ao lado dele. A plataforma open source aguenta o peso. O último passo é específico de uma marca, por isso é o único que um fornecedor não tem razão para construir, e é pequeno o suficiente para ser escrito, testado e mantido dentro da plataforma que a marca já usa.