O impacto da tradução nas aplicações móveis

O impacto da tradução nas aplicações móveis
16 . Novembro . 2014
  • app marketing
  • mobile

Quem desenvolve aplicações, por vezes tem definido um público-alvo muito específico e consequentemente uma língua nativa.

No entanto, muitas vezes são colocadas questões como: qual o impacto da tradução das apps no volume de downloads e receitas? Há idiomas que impulsionam mais no número de downloads?

Em Setembro de 2012, a Distimo apresentou um estudo resultante da análise de 200 apps, de modo a tentar responder a estas questões. Tendo concluído que:

  • O Inglês é a língua mais importante em termos de downloads gratuitos. Mais de 90% dos downloadsgratuitos na Apple Store, no top 200 para iPhone e iPad, nos 12 maiores países (em termos de mercado) suportam o inglês.
  • Além do Inglês, o alemão tem vindo a ser um idioma com grande predominância em diversos cantos do mundo. Em termos de receita de aplicações para iPhone, aplicações que suportam o alemão ocupam a segunda posição em países como Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, e Austrália. 
  • Cada vez mais se tem notado a importância das aplicações suportarem várias línguas, dado que o número de downloads gratuitos e a receita global gerada por aplicações que não suportam inglês têm crescido nos últimos tempos. A adição da língua nativa numa aplicação possui um maior impacto no número de downloads e de receitas. No entanto, este efeito é mais notável para iPhone do que para iPad, sendo a Alemanha a única exceção, dado que as aplicações disponíveis apenas em alemão têm um maior número de downloads e receitas para iPad do que para iPhone.
  • A China é o único país onde as aplicações que suportam inglês não dominavam o top 200 de aplicações gratuitas, em Agosto de 2012. Neste país, 79% das aplicações presentes no top 200 são aplicações que suportam o idioma chinês.
  • Tanto o número de downloads gratuitos como a receita global é obtida maioritariamente por aplicações que suportem a língua nativa na Ásia, (nomeadamente Japão, China e Coreia do Sul).

Por Rita Vilaça

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